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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sonhar Talvez...


Doce ondular que torna a mente dormente. Doce cadenciar que se prende no olhar. Doce cor que anestesia o sentir. Doce e desejada calmia que dos céus fascina e doce aragem que sabores a sal terá, mas que envolve o olfacto.

Olhos fechados, peito cheio de cheiro e de tanto que se cruza na mente. Caminhos ora familiares, outros nem tanto e desconhecidos; agitam por dentro o que por fora tudo contradiz.

O rio segue a sua sina por demais conhecida. Olha as gentes que lhe sorriem, que lhe acenam ou apenas vagueiam em olhares singulares dos seus quereres; das suas vontades; ora os atormentam ou talvez não. Ali, no meio do nada, a petiz embarcação, solitária por natureza mas palco de tantos sentires; resguarda os sonhos, as inquietudes de quem por ela passa e desliza pelo rio acima. Outros há que nunca chegam à outra margem; cuja viagem é mais intimista, mais solitária; perdidos apenas num tempo só seu, pedindo à mente um caminho, uma luz... apenas.

Sonhar talvez...

domingo, 4 de setembro de 2011

Ciclos


Há quem diga que a vida repete-se como um dejá vu. Que de tempo a tempo tudo volta a acontecer. Talvez até seja assim, mas os ciclos esses sim são reais.

Tudo tem um principio, um início e vem o depois e o durante e a continuação. O tempo de duração não se sabe e ciclos há que podem durar toda uma vida; até que esta se extinga.


Algo que acaba abruptamente na nossa vida e que connosco convivia há anos; sem dúvida que é o fim de um ciclo. Um novo irá despontar e porque não um até mais feliz? Há que arregaçar as mangas e não desanimar. A vida prega-nos partidas e deixa-nos tantas vezes desprevenidos. Haja então a coragem para começar de novo e caminhar em frente. Sabemos que não é fácil viver e que para tudo temos que provar que merecemos a conquista, a recompensa, a vitória, a alegria de sairmos vencedores no final. Ter família e amigos de verdade ajuda sempre; porque as forças precisam de ser fomentadas, regadas de estima, carinho e amor. A auto estima é outra das nossas armas; gostar de nós próprios é uma mais valia para nós e para os outros que estimamos.


A vida tem ciclos e se calhar eles fazem mesmo falta na nossa vida. Para a "mexer", dar-lhe cor e vida. Para talvez nos possamos encontrar a nós próprios; porque talvez (quem sabe), estejamos a esquecer de tentar seguir os nossos sonhos e as vontades. Outros caminhos, outras curvas, outras montanhas no horizonte se avizinham e nós iremos calçar botas de montanha; de solas grossas e duras, mas confortáveis no trajecto ao encontro... do novo ciclo.

Foto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Na Goodies É Tudo Good

Finalmente ficou agendada a ida à Goodies para o dia 14 de Maio, um sábado. A viagem feita por um quinteto chegou animada ao seu destino. Largo da Trindade no Chiado, ao lado do famoso Teatro da Trindade e perto da igualmente famosa cervejaria também com o mesmo nome.

Um dia límpido de nuvens e ensolarado animava o animo e as vistas. Lisboa como cenário de um edifício com muitas história para contar certamente e agora com uma loja gourmet, tão convidativa ao paladar e cujos aromas também fazem sonhar. Viajamos por produtos oriundos desde a França, até à Etiópia, passando pelos nacionais e muitos países mais se lhes podem juntar. Vão desde os sabonetes, até aos chás, os cafés, os bolos, os cupcakes, os chocolates, as bebidas quer aromáticas, ou ainda os vinhos da "Piriquita", "Dom Pérignon", "Moët e Chandon", por exemplo.


As embalagens atraem, algumas fazem recuar até à nossa meninice, ou ao tempo dos nossos país e avós. Produtos que julgávamos perdidos para sempre ou que desconhecíamos. São produtos gourmet, "a nata", "a cereja em cima do bolo", do melhor que se faz por este mundo fora.


Podem ser um pouco mais caros, mas a qualidade e o que é bom também se paga. Para quem aprecia estes produtos; no caso de chocolates, chás e cafés, deixo a sugestão de ir degustando aos pedaços ou bocados. Deixar derreter na boca e o aroma vibrar no palato e porque não fazer o mesmo na compra? Menos aquisições de uma vez, poupa-se mais, aprecia-se as aquisições e novas poderão ser adquiridas mais tarde. Todos ficamos a ganhar e um mundo de paladares e aromas vai-se abrindo aos nossos olhos, numa viagem pelos quatro cantos do mundo.

Sem dúvida que na Goodies é tudo good.

P.S: As fotos foram tiradas por mim. Vera, espero que leias estas linhas e desejo-te um futuro radioso na companhia dos teus e da tua   "Goodies".

terça-feira, 8 de março de 2011

Il Mare - Finalmente Vi O Filme


Sempre vi o filme e foi através do YouTube. Encontrei por lá o filme dividido em dez partes. As legendas em inglês e isso não teve qualquer problema.

Talvez tenha achado esta versão um pouco mais poética. Talvez por o ritmo do filme ser um pouco mais lenta, um pouco mais ao sabor do vento, ou neste caso, do tempo. Gostei de ambas as versões. A americana também está muito bem e na verdade é quase a fotocópia desta versão original. Os coreanos fazem bons filmes. Fiquei admiradora do seu cinema. Já conhecia um ou outro filme japonês como o "In The Mood Of Love", que é simplesmente fantástico. Quanto aos filmes americanos, espero sinceramente que a inspiração surja novamente no seu horizonte cinematográfico, porque a maioria dos seus grandes êxitos de há uma década para cá são retirados de originais estrangeiros.

Deixo a ligação do Youtube com a primeira parte do filme.


Foto: Tirada da net. Direitos de autor a quem de direito.

Cisne Negro


O "Lago dos Cisnes" como cenário numa companhia de bailado. Uma nova bailarina principal. O mundo do bailado, a "carga" existente na busca da perfeição e de ser a melhor. O entranhar na pele do cisne branco e do cisne negro. O reverso da medalha entre o bem e o mal. A loucura desenhada nos actos e gestos de alguém debilitado emocionalmente. Um filme "brutal". Natalie Portman no seu melhor e que lhe valeu o óscar de melhor actriz nesta 83ª gala. 
Um grande filme? Depende da opinião de cada um. Um filme até interessante. Talvez não brilhante, mas que mostra um mundo onde o brilho está apenas à superfície, à vista de quem vê gestos belos e delicados, em passos esvoaçantes.

Valerá a penas certos sacrifícios? valerá a pena perder a razão? Valerá a pena querer paz e perfeição e achar a inquietude e a loucura? Valerá a pena não se viver e ser-se escravo de um ideal? Não se crecher enquanto individuo e ser adulto? Viver os sonhos de outros que os projectam em nós?

Talvez pague-se mais do que se deve...

Vão ver e depois digam alguma coisa.

Foto: Retirada da net. Devidos créditos ao seu autor.

100 Anos Do Dia Da Mulher


No outro dia houve alguém que ao ouvir que hoje seria o "Dia internacional da mulher", apenas disse: "- Todos os dias são dias de alguma coisa, do homem, da mulher, do cão...". Todos os dias são efectivamente dias que assinalam algo e por vezes até vários acontecimentos. Por acaso, hoje também é terça feira de Carnaval. Que este ano aconteceu em Março e não em Fevereiro.

Estes dias servem para lembrar e não deixar entrar no esquecimento determinadas lutas. "Façanhas" que culminaram (por vezes) com morte e tortura de homens e mulheres que apenas defendiam os seus direitos, uma vida melhor.

Eu relembro todas as mulheres que por mim passaram e passam. Que de alguma forma me deixaram mais enriquecida enquanto ser humano e mulher que sou. Por serem fortes, resistentes, corajosas e inteligentes.

A continuação de um bom dia para todas/os. Que o futuro traga mais oportunidades para todos nós, privilegiando as capacidades de cada um.

Bem hajam!

Foto: Mulher

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Casa Do Lago


Foi neste domingo que finalmente vi "A Casa Do Lago". O filme conta com a presença de Keanu Reeves e Sandra Bullock, o que para mim foi um dos factores de o querer ver. A história parecia interessante e por acaso até gostei do filme. Talvez os actores não tenham interpretações a nível de um óscar, mas também a estatueta dourada não é sinónimo de bons filmes e boas receitas futuras para o galardoado. Por vezes até acontece o inverso.

Segundo consta esta versão americana foi baseada numa coreana com o título, "Il Mare". Essa ainda não tive oportunidade de ver, mas faço tensões de tal.

Mais um drama romântico. Pois até pode ser, mas não deixa de ser interessante a história da troca de cartas num tempo perdido entre o presente e o passado. Dois anos separam Kate e Alex. Talvez seja uma partida do tempo. Talvez nos diga que o tempo e o destino somos cada um de nós que o controlamos e criamos, momento a momento, segundo a segundo. A ideia pode já não ser original ou inovadora e julgo que "P.S - Amo-te", esteja na mesma linha de história. Um dia destes também o irei ver.





Fotos: Retiradas da net. Direitos de autor a quem de direito.