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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Culpa É Da Laranja

 

E pensar que eu gosto tanto de laranjas!

Segundo parece o nosso país encontra-se quase todo em alerta laranja. Prevê-se chuvas e ventos fortes para o fim de semana.

Lá fora a chuva já cai à várias horas. A estrada está lavada, junto com os carros. O som na janela faz-me sentir bem por estar abrigada. Gosto de chuva quando não tenho que passar por ela.

Esperemos que as chuvas e ventos passem mais ao lado, sem lesar nada nem ninguém. Que a calmia prevaleça e que a laranja seja só um fruto ou um sumo nas nossas refeições.

Assim, a pobre da laranja, passará de culpada a inocente.

Foto: Retirada da net. Direitos de autor a quem de direito.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Melodias Do Passado - Berta Henriques Brás

 

Um passeio de 77 páginas por um Portugal não muito distante. Um olhar saudoso por uma época, onde havia mais vagares. Um tempo desconhecido para muitos de nós e relembrando ainda por outros tantos. Época anterior ao 25 de Abril. As colónias portuguesas, os portugueses ai cativos, as saudades que ficam desses lugares. A autora leva-nos por simplicidades, alegrias, alguma tristeza (como a morte do seu pai).

Para mim foi o conhecer um pouco mais de um tempo anterior ao meu nascimento. Uma leitura que prende, onde descansamos somente depois de ler toda a narração.

Foto Retirada do site da editora do livro: Sinapses.

Cidade Da Chuva


Céu carregado de cinzento, nuvens que se unem e alongam. Umas gotas muito mais das que molham tolos, começam a verter sobre a cabeça e o corpo. O Sol teima em se recolher do olhar, cansado talvez de tanto brilhar, abriga-se e adormece, longe de nós. Volta, não te vás, vem dar um pouco de cor, brilho e alegria ao dia. Mas acho que não me ouvio e as gotas continuam a cair.

À minha volta tudo é desordem e caos. Uma desordem organizada numa lassidão total  de desarrumação. Olho, procurando forças, arregaçando as mangas (que não tenho, pois estou de t-shirt). Tanto tempo, tantos anos de descuido, de mofo, por entre aqueles materiais ali expostos a céu livre. Tanta gente preguiçosa, descuidada, despreocupada. Tanta falta de braços para empreender a obra, mas também, tanta falta de vontade, de garra das gentes. Queixumes, escapar de mais uma tarefa, fugir para que outro vergue os músculos, solitário na sua tarefa.
Algo roda fazendo barulho atrás de mim. Uma garrafa de litro e meio de água vazia, resolveu dançar para trás e para à frente. Movimentos embalados pelo vento. Até parece uma cidade fantasma, mas ai seriam fenos a passear, como num qualquer filme. Agarro a garrafa e recolho-a ao silêncio. A alguma distância, motores roncam. Os seu donos trabalham e estes carregam fardos pesados nos seus braços.
Eu, estou só comigo mesma, numa inglória tarefa e eis que o Sol surge por alguns instantes. Já não chove e o astro rei mais baixo do que o costume, queima num calor em que julgo estar em algum deserto. Finalmente, nem chove, nem o calor aperta de forma louca. 
Apenas o tempo invernal está a chegar a passos largos. Apenas o que há alguns dias era Sol abrasador, ficou num ápice, em tempo invernoso. Enfim, encolho os ombros e continuo a fazer a minha árdua tarefa na "Cidade da Chuva", nome fictício mas carregado de significado.

Foto

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um Dia...


Um dia...

Um dia... que não o de hoje que finda, irei acumular muitas mais vivências. Irei crescer mais como ser humano. Olharei para o agora como o caminho que percorri ao encontro do então presente.


Espero que mais sábia, mais madura, mas igualmente mais realizada e sobretudo... feliz. O presente são horas, minutos que se escoam para não mais voltarem. O amanhã urge conquistar, agarrar, trabalhar, moldar. O futuro irá se desenhar, passar de sombras difusas, para imagens claras. Uma nitidez que se pretende viçosa, bem acarinhada. Onde a espera operou bons e sadios frutos.


Um dia... irei chegar onde quero.
Um dia... pintarei de cores claras o meu futuro.
Um dia... caminharei feliz.
Um dia... colherei o fruto do meu suor.
Um dia... acharei que a vida é simplesmente...simples.
Um dia... escreverei muito.
Um dia... depois de acumular um pouco de tudo, escreverei um pouco de nada... num livro.

Sandra Dourado


Foto

Sinapses - Ex-Editora De Livros Electrónicos


A Sinapses era... "A Sinapses é um pequeno projecto editorial que quer aproveitar as possibilidades de publicação que a Internet oferece.
Foi fundada em Maio de 2006, por João Pedro Pereira, Rui Justiniano (as duas pessoas actualmente responsáveis pela Sinapses) e Jorge Vaz Nande, tendo ainda contado com a colaboração de Sérgio Alves - todos ex-alunos da Universidade de Coimbra e sócios da Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra, onde trabalharam juntos".

Infelizmente o projecto já não existe, mas os seus autores acreditam no futuro do mercado dos livros electrónicos. Como tal, na sua publicação online. Certamente que outros projectos surgiram, esperemos que sim.

Foram publicados seis livros que podemos ter o privilégio de ler, de autores portugueses:  Bertolo Bontijo, Berta Henriques Brás, Anabela Natário, Paulo Amaral André, João Vasconcelos Costa, Manuel Neves Filipe e Aelxandra Pereira.

Os Livros: "Continhos de Alfarrobeira" - Alexandra Pereira, "In Cómoda" - Manuel Neves Filipe, "Zero" - Paulo Amaral André, "O Mastro das Alminhas" - João Vasconcelos Costa,  "A Cueca Bibelô" - Anabela Natário e "Melodias do Passado" - Berta Henriques Brás.


Neste momento estou a ler um dos livros e para começo escolhi o "Melodias do Passado", cuja sinopse diz o seguinte: "Melodias do Passado é uma pequena obra novelesca que evoca, com graça, nas três partes da estrutura central, um passado jovem, onde se encaixa a figura de meu Pai como exemplo de inteligência, afecto e força moral, donde a pretensão, desde longa data, de lhe prestar homenagem, recontando proezas, transcrevendo-lhe os versos. Escrito após a sua morte, o Prefácio, contudo, não mantém idêntico sentido de humor, e os textos em Posfácio, de obras já publicadas, testemunham exemplos da sua inteireza."

Foto: Retirada do site "Sinapses"

Kindle - Para Ler Em Qualquer Lado




O Kindle, não é um Tablet, nem se aproxima de tal. Trata-se de um leitor de livros electrónicos e é somente isso. Nele podemos ter uma biblioteca electrónica de livros. Por sinal a preços muito mais apelativos que os de papel. Claro que em papel é outra coisa, mas o facto é que podemos ler mais por muito menos.

Trata-se de uma criação da Amazon e é nela que podemos encontrar centenas de livros nos mais diversos idiomas, incluindo na nossa. Também encontramos os livros mais recentes (em inglês, ainda na maioria), com um preço de capa muito mais em conta. É possível ler igualmente jornais como o "New York Times" e revistas. Suponho que ainda somente para o mercado americano.
Em Portugal ainda não se encontra à venda este fantástico leitor de livros electrónicos, mas é possível encomendar na Amazon, online. Existem vários modelos disponíveis e na sua actual terceira geração, com ou sem 3G. Nesta geração o Kindle é mais pequeno e com muitas novas melhorias.

O Kindle é um simples leitor de ebooks que eu gostaria de adquirir e não é assim tão caro. Se optarmos com um aparelho sem 3G fica ainda menos encarecido. Kindle Portugal é um bom blogue com todas as novidades sobre o Kindle e onde o seu bloguista, José Bernardes, responde a inúmeras questões aos que já adquiriram ou pensam em adquirir um Kindle.

No Kindle Portugal, encontra-se o preço do Kindle em Euros para Portugal; Preço do Kindle DX em Portugal. 

Boas leituras!

Por mim, acho que vou fazer um mealheiro para comprar um Kindle. Até a publicidade da Amazon é expectacular, veja-se alguns exemplos nos videos seguintes.








P.S.: Para quem não tem um Kindle é possível ler os ebooks na mesma. Estes podem ser descarregados para um Blackberry, para o IPad, ou para o PC. Depois de se inscreverem no site da Amazon e de descarregarem a aplicação apropriada para o vosso aparelho é só escolher o livro que pretendem. Para saber a história, podem sem compromisso, pedir uma amostra do mesmo. O download é efectuado em poucos segundos. Para comprar o processo é o mesmo, mas terão que ter um cartão de crédito associado à vossa conta. No entanto a Amazon também disponibiliza alguns ebooks gratuitos, é o caso de "The Static of the Sphere" de Eric Kraft. Basta só carregar em "free" e voilá!
(Infelizmente o livro já não se encontra disponível... enfim...)
 Enquanto não tenho o Kindle, vou lendo assim algumas coisas no PC.

Fotos: 1 - Kindle 3ª Geração, 2 - Kindle 2ª Geração e 3 - Kindle 1ª Geração - Retiradas da net. Direitos de autor a quem de direito.

Tablets - Apple: IPad, Blackberry: PlayBook e Samsung: Galaxy Tab







 Os Tablets estão ai prontos a invadir o mercado. O IPad foi o pioneiro, mas o Playbook e o Galaxy Tab, seguem-lhe as pegadas. O Playbook tem um écran mais pequeno, mas possui a tecnologia flash, que o IPad não tem. Para além de duas camaras (uma à frente e outra a traz). Quanto ao Galaxy Tab (a Samsung, sempre a abrir), mostra um tablet mais idêntico (no exterior) com o IPad e com imensas aplicações. Este último irá sair em breve para o mercado enquanto que o Playbook o fará no próximo ano.

Nem telemóveis, nem computadores, ficam pelo meio termo e o preço costuma ser demasiado elevado. Ainda não se sabe o preço do Playbook e do Galaxy Tab, mas não devem ser mais brandos do que o do IPad.
Acho que vou ver como se portam as suas próximas "gerações". Se o preço torna-se mais amigo e se vão chegar a convencer (diguemos), para substituir um portátil. Afinal com tantos modelos nos notebooks e netbook e a preços bem mais apetecíveis...
Claro que Tablets, são tablets e mais leves para transportar e mais pequenos, veremos o que o mercado e os clientes lhes reservam.